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Flávio Pimentel é um executivo que atua com inovação, P&D e desenvolvimento de novos negócios em tecnologia há mais de 15 anos. Este blog é um espaço destinado a expor visões sobre como tais assuntos acontecem dentro do cenário corporativo, e trocar experiências com outros executivos.

Aspectos de gestão em Open Innovation no setor de serviços

Para iniciar este blog sobre a inovação como uma ferramenta de geração de resultados e estratégia de negócio, irei utilizar o evento sobre Open Innovation ocorrido na semana passada. Btw, continuo mantendo a opinião que dentre os eventos atuais no Brasil, este é o que gera a melhor oportunidade para discutir o assunto.

Mas voltando à questão do evento, um ponto que finalmente percebi ser fundamental para apoiar a quebra de paradigmas sobre o assunto, foi o fato do Henry Chesbrough haver informado que até o final do ano estará lançando um outro livro sobre a visão dele a respeito de Open Innovation para o setor de serviços.

Por que acredito que isto é relevante?

Bom, a questão principal está associada ao fato que, 99,9% das discussões sobre inovação e aspectos legais correlatos estão relacionadas a paradigmas da indústria de manufatura, e isto implica em diferenças básicas não somente devido às diferentes características do mercado, mas também das empresas envolvidas. Isto é relevante de ser discutido principalmente em um momento onde a aplicação prática da Lei de Inovação e Lei do Bem no Brasil, por exemplo, são essencialmente baseados nas premissas do Manual Fraskati, cuja ênfase é P&D e não inovação. Este último aspecto é crítico para se entender a profundidade da diferença entre indústria e serviços, visto a sustentabilidade de inovação como uma ferramenta de competitividade no final da cadeia de valor de serviços, e da distância que a indústria tem do consumidor. Uma vez que o consumidor está mais próximo da empresa de serviços do que da indústria, e contando-se a ênfase de que o mercado agora é one-2-one, ou seja, o consumidor individual define o produto, os ciclos de vida de produtos têm se tornado cada vez mais curtos.

Se isso acima não é suficiente para que você perceba o tamanho do problema de estratégia de marketing e produção, e o quanto os incentivos à inovação no Brasil estão defasados desta realidade, então discutir sobre porque Open Innovation e seus modelos de negócios associados devem ser analisados para reduzir as dificuldades de restrições do mix entre a organização e os incentivos, se torna complicado.

Mas vale a pena aprofundar o assunto.
 

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