Dentro das várias discussões que já tive dentro e fora da empresa onde trabalho, há sempre aqueles momentos onde se questiona se um determinado projeto ou iniciativa é inovadora. O curioso é que, principalmente por trabalhar na área de tecnologia da informação, as minhas referências tendem a ser globais ou, de outra forma, a ver algumas iniciativas bastante inovadoras para os olhos de alguns, como sem sal. E talvez aí seja a raiz do problema.
Essa tendência de arrogância na análise de nível de inovação pode levar a uma inovação nunca acontecer por empresas. O motivo mais simples para justificar isso está no fato da desincronia entre a realidade do mercado e o nível de propostas de projetos internos que eventualmente aconteçam. Em resumo, a análise de inovação se não tiver o posicionamento da proposta subsidiado por análises de marketing e financeira, dificilmente terá uma avaliação correta. Por isso que inovação não é algo de tecnicistas, mas de gestores que tenham a capacidade de visão ampla o suficiente para saber posicionar a iniciativa que surge.
E dentro deste posicionamento, ou reposicionamento, está a questão de definir o modelo de negócios apropriado para a proposta inovadora pois, mesmo que uma inovação vá em frente sem se pensar isso, na melhor das hipóteses ela será ineficiente.
A grande conclusão de uma linha de raciocínio como esta é de que pensar em inovação é dependente de ter definido um processo colaboração entre áreas complementares, mas de ter um bit setado efetivamente em uma visão mecadológica, afinal inovação só é inovação para quem usa e não para quem cria. E, como sempre, a referência é o consumidor.

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