Venho conversando com alguns executivos de empresas que atuam na área de gestão de inovação e o fato mais comum entre todos eles, independentemente do setor e das características culturais da empresa, é a inércia das outras áreas em adotar ou mesmo comprar a proposta de ter uma postura pró-ativa para inovação.
Neste ponto o papel dos conselhos corporativos é fundamental para que a agenda de inovação possa ser viabilizada porque, mesmo com os recursos disponibilizados para uma área de inovação, de nada adianta desenvolver projetos que não estejam "comprados" pelas outras áreas que serão os usuários dos seus resultados, ou irão inserir o produto no mercado. Este comportamento organizacional talvez seja decorrente de um processo de gestão corporativo fortemente centrado em resultados mas que não conseguiu viabilizar um modelo de negócios de criação de diferenciais e riscos, que deveriam fazer parte da cultura da empresa.
O aspecto positivo que vejo nessas questões é que, passos errados certamente contribuem para o aprendizado, e devido ajustes, mas mesmo esses precisam de gestores no topo da hierarquia que realizem ações concretas a respeito.

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