Evoluindo as informações já apresentadas em outros posts desse blog sobre o processo de inovação dentro de corporações, é impossível deixar de falar sobre a relevância da articulação interna a ser promovida para a obtenção de resultados.
Uma vez que inovação em si é algo que deve ser promovido em qualquer área da empresa, mas que se trata, em grande parte, de promover sinergias entre grupos ou áreas corporativas, a necessidade de articulação pode ser observada sob diferentes óticas:
1) sob a questão da viabilização de recursos;
2) sob o compartilhamento de recursos humanos;
3) sob a formatação adequada para as características da empresa;
4) sob a tomada de decisão para definição de prioridades.
Este trabalho de articulação é fundamental ao sucesso das iniciativas de inovação visto que, embora a inovação possa ocorrer pontualmente, o resgate desta como um elemento efetivo de competitividade em empresas depende da sua generalização, o que recai à necessidade de articulação entre partes interessadas da cadeia de valor interna.
Importante colocar que, dificilmente, um projeto entendido como diferenciado dentro da empresa seja único de alguma área. Embora isto ocorra com certa frequência, não significa que seja a forma correta, visto o comprometimento de resultados e as dificuldades pós-projeto de sincronizar outras partes para colocá-lo em operação.
Um fator crítico na realização deste processo de articulação interna está na definição orçamentária anual. Dificilmente há entrosamento entre áreas para compartilhamento de recursos. Como tudo em geral é guiado a projetos isolados de cada área, ou projetos genéricos sem definição exata do retorno de investimento, as dificuldades de articulação começam na partida. Um possível exercício que poderia ser realizado na definição orçamentária seria a identificação histórica de necessidades de projetos compartilhados entre áreas, e realizar a discussão sobre possíveis interesses em conjunto em tempo de definição de orçamento.
Como já colocado em outros posts, e cuja característica se mantém neste, a realização de resultados em inovação é totalmente dependente da decisão estratégica da corporação em pormovê-la. O problema principal está nos gestores passarem a adotar práticas diferentes, não somente dentro do seu grupo, como entre grupos, promovendo o compartilhamento de idéias e ações. E isso é não trivial, mas talvez seja o principal fator de fracasso. Por isso, a gestão da inovação deve ser patrocinada e mantida pela esfera mais alta da empresa, sob o risco de fracassar.
Articulação: elemento-chave para resultados corporativos
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Flávio Pimentel
on terça-feira, 15 de dezembro de 2009
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Onde está a Inovação?
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Flávio Pimentel
on segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
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Na semana passada eu pude participar de um evento da ANPEI e assisti a uma apresentação realizada pelo Bruno do Instituto Inovação, cujo título é o mesmo deste post. O destaque que gostaria de fazer é com relação a alguns números apresentados pelo Bruno sobre a distribuição de pesquisadores e patentes sobre pólos de desenvolvimento, bem como a conjugação dessas variáveis. O interessante que acredito haver na análise disto, está no fato que ao contrário de diversas outras situações de apresentação de estatísticas sobre inovação na Brasil (essencialmente baseadas em número de papers). Os números apresentados pelo Bruno demonstram uma outra visão quantitativa sobre a realidade de resultados relacionados a inovação inseridos dentro do contexto de distribuição de pesquisadores no país.
A inclusão de algumas outras variáveis a essa apresentação demonstra que há deslocamentos evidentes sobre a relação de pólos de tecnologia, números de pesquisadores e atuação do setor privado.
Independentemente das discussões sobre como poderia se ter mais eficiência das Políticas Governamentais, que são o instrumento principal para movimentar ou elaborar tais cenários, o problema é o fato da característica do cenário sobre o qual precisa se conviver. Afinal, o mercado está rodando e realizando atividades, e essas mudanças estruturais são de longo prazo. Daí porque a questão das políticas.
Justamente por essa situação é que se pode imaginar que o momento é de se conseguir elaborar modelos de negócios que promovam compensações a essa perda. E nesse aspecto a inexperiência de se trabalhar com o resgate da inovação como um processo contínuo e descentralizado de competitividade, além de aliar o conhecimento sobre o aproveitamento dos incentivos financeiros à inovação e, por fim, as relações com a Academia, sempre necessárias para uma construção de longo prazo.
Tudo isso gira em torno da habilidade desenvolvida dentro das empresas sobre a gestão corporativa da inovação. E acredito que, no Brasil, esse será o maior desafio para 2010.
A inclusão de algumas outras variáveis a essa apresentação demonstra que há deslocamentos evidentes sobre a relação de pólos de tecnologia, números de pesquisadores e atuação do setor privado.
Independentemente das discussões sobre como poderia se ter mais eficiência das Políticas Governamentais, que são o instrumento principal para movimentar ou elaborar tais cenários, o problema é o fato da característica do cenário sobre o qual precisa se conviver. Afinal, o mercado está rodando e realizando atividades, e essas mudanças estruturais são de longo prazo. Daí porque a questão das políticas.
Justamente por essa situação é que se pode imaginar que o momento é de se conseguir elaborar modelos de negócios que promovam compensações a essa perda. E nesse aspecto a inexperiência de se trabalhar com o resgate da inovação como um processo contínuo e descentralizado de competitividade, além de aliar o conhecimento sobre o aproveitamento dos incentivos financeiros à inovação e, por fim, as relações com a Academia, sempre necessárias para uma construção de longo prazo.
Tudo isso gira em torno da habilidade desenvolvida dentro das empresas sobre a gestão corporativa da inovação. E acredito que, no Brasil, esse será o maior desafio para 2010.
Incentivos hoje: o cenário dos riscos técnicos
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Flávio Pimentel
on sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
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Nesse mundo dos incentivos à inovação há sempre 2 cenários de discussão: o primeiro das visões estratégicas, das políticas de incentivo, da discussão sobre modelos de inovação, etc, e o segundo, relativo à operação no dia a dia do uso dos incentivos. À parte o problema de que, normalmente, os executivos negligenciam o segundo achando que é a parte fácil da coisa, a curta visão sobre o que é realizar atividades de enquadramento, alocação adequada de custos, etc, gera um outro efeito colateral dentro das corporações e que se refere à distância sobre o espírito legal dos incentivos.
Veja que o destaque que estou colocando está intrínseco ao fato de que na operação dos incentivos, as equipes das empresas que utilizam os projetos não têm interesse em assimilar o espírito da legislação. Tratar o ambiente que suporta recursos para as atividades de uma equipe de forma tão distante é um risco desnecessário. Acredito que este desinteresse esteja muito mais associado a uma visão curta de gestão e à percepção de que se trata de burocracia (e burocracia é resolvida por áreas administrativas e financeiras).
É por isso que, vez por outra, ouço em algumas conversas com executivos e em eventos que eles utilizam consultoria especializadas para analisar enquadramentos em legislações como a Lei do Bem, por exemplo. E muitas vezes a ignorância leva ao excesso de se pensar em colocar mais do que se pode. Veja que este viés de "se colocar mais do que pode" já é uma distorção no origem do problema que está associado à visão do "para que?" e "em que?" você vê o incentivo fazendo sentido. Tenho a visão de que o aspecto financeiro é consequência e não causa é muito mais saudável do que o inverso. E, sinceramente, numa postura de investimentos - onde se ponderam riscos e rentabilidades - acredito que o custo total quando se tem entendimento da finalidade do incentivo é naturalmente maior, mais clara e melhor aproveitada.
Não sei se seria falar demais, ou subir um pouco para a estratosfera, mas talvez essa "falta de interesse" em entender melhor o mecanismo esteja muito mais associada a uma certa cultura corporativa de que explorar outros aspectos senão aquilo que esteja no seu foco imediato de competência, é considerado desperdício.
O curioso é que entender dos riscos técnicos em utilizar os incentivos passa também por abrir a mente para novas informações e que não estão no dia a dia da agenda de hoje. Tornar a agenda de inovação algo real no dia a dia das gestores é algo que depende efetivamente de ação, pois ninguém duvida que inovação é algo importante para a competitividade.
Veja que o destaque que estou colocando está intrínseco ao fato de que na operação dos incentivos, as equipes das empresas que utilizam os projetos não têm interesse em assimilar o espírito da legislação. Tratar o ambiente que suporta recursos para as atividades de uma equipe de forma tão distante é um risco desnecessário. Acredito que este desinteresse esteja muito mais associado a uma visão curta de gestão e à percepção de que se trata de burocracia (e burocracia é resolvida por áreas administrativas e financeiras).
É por isso que, vez por outra, ouço em algumas conversas com executivos e em eventos que eles utilizam consultoria especializadas para analisar enquadramentos em legislações como a Lei do Bem, por exemplo. E muitas vezes a ignorância leva ao excesso de se pensar em colocar mais do que se pode. Veja que este viés de "se colocar mais do que pode" já é uma distorção no origem do problema que está associado à visão do "para que?" e "em que?" você vê o incentivo fazendo sentido. Tenho a visão de que o aspecto financeiro é consequência e não causa é muito mais saudável do que o inverso. E, sinceramente, numa postura de investimentos - onde se ponderam riscos e rentabilidades - acredito que o custo total quando se tem entendimento da finalidade do incentivo é naturalmente maior, mais clara e melhor aproveitada.
Não sei se seria falar demais, ou subir um pouco para a estratosfera, mas talvez essa "falta de interesse" em entender melhor o mecanismo esteja muito mais associada a uma certa cultura corporativa de que explorar outros aspectos senão aquilo que esteja no seu foco imediato de competência, é considerado desperdício.
O curioso é que entender dos riscos técnicos em utilizar os incentivos passa também por abrir a mente para novas informações e que não estão no dia a dia da agenda de hoje. Tornar a agenda de inovação algo real no dia a dia das gestores é algo que depende efetivamente de ação, pois ninguém duvida que inovação é algo importante para a competitividade.
Política de Desenvolvimento Produtivo
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Flávio Pimentel
on quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
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Ontem estive em um evento na Fiesp sobre o tema acima. Percebi claramente que, de fato, o Brasil mudou. Ouvir o discurso de pessoas de Governo defendendo, de forma crível, a necessidade de suportar o setor privado através de incentivos à inovação é não trivial. Mas também, ao mesmo tempo, é também verdade o que disse o Paul Krugman ontem aqui mesmo em São Paulo que talvez tenhamos de dizer para nós mesmos no Brasil que "somos bons, mas não somos tão bons assim".
Evidentemente, não quero com isso criar nenhum motivo de desculpa baseada na estória que o Marco Regulatório é recente. Ao contrário, a consciência das limitações e o caminho de forte desenvolvimento em 2010 mostram que a inércia de resolução das deficiências, está muito aquém do que se necessita para a formação de um ambiente privado competitivo e de forma sustentável.
Tenho também consciência de que há pendências, tanto do lado do Governo em conseguir destravar a burocracia e nivelar interesses e forças, quanto do setor privado, neste último principalmente com relação à convergência de interesse e formação de uma agenda de trabalho. O que ficou visível no evento, é que o amadurecimento do setor privado foi impressionante, o que não pode se perceber do Governo, onde os velhos dogmas do setor público misturados ao poder da Fazenda em ter uma postura efetivamente desenvolvimentista, podem estar colocando em risco a capacidade de competição baseada em diferenciais.
Assumo o viés da "competição baseada em diferenciais" porque de nada adianta no longo prazo termos uma balança comercial como a de eletro-eletrônicos similar para vários outros setores. Enquanto o meio privado não tiver do Governo a certeza, clareza e certa tranquilidade a respeito dos incentivos à inovação, dificilmente poderemos ter uma estratégia de investimento privado que venha a reverter o cenário de "percentual de investimento privado versus PIB".
Mais isso que estou falando já está sendo falado faz tempo. Ou seja, só fiz mais uma vez reforçar a pauta do assunto.
Alguém da esfera governamental pode chegar e dizer que tal percentual hoje encontra-se abaixo da meta, mas é crescente. Essa é, no mínimo, uma forma ingênua de tratar a questão. Não creio que o percentual não cresça por falta de informação sobre os incentivos, o problema é que o volume de falta de informação legal é grande a tal ponto da insegurança jurídica impedir tal crescimento de percentual. É por isso que o uso atual é quase que orgânico. Isso sem contar com o velho problema do enquadramento sujeito a subjetividade do que é inovação, e que tem do outro lado da mesa pessoas com um viés "inovação acadêmica" e não "inovação mercadológica".
É necessário haver, de uma vez por todas, a união dos pedaços, e o Governo decidir sentar de vez na mesa para conversar. Estou para ver, por exemplo, algum evento sobre o marco regulatório em que vá alguém da Receita Federal com respeito suficiente dentro dessa Instituição, por exemplo, que tope falar sobre a questão aos ouvidos de uma platéia como a desse evento.
Agora, imagine o que é, dentro de um cenário como esse, realizar um plano de investimento orçamentário e defender junto aos acionistas que vale a pena. Talvez isso somente aconteça para quem usa o modelo clássico de P&D, o qual está cada vez mais se tornando obsoleto e demonstrando ser insuficiente para o nível de mudanças em um mercado de aumento substancial de poder do consumidor e ciclos extremamente curtos de vida de produtos.
Evidentemente, não quero com isso criar nenhum motivo de desculpa baseada na estória que o Marco Regulatório é recente. Ao contrário, a consciência das limitações e o caminho de forte desenvolvimento em 2010 mostram que a inércia de resolução das deficiências, está muito aquém do que se necessita para a formação de um ambiente privado competitivo e de forma sustentável.
Tenho também consciência de que há pendências, tanto do lado do Governo em conseguir destravar a burocracia e nivelar interesses e forças, quanto do setor privado, neste último principalmente com relação à convergência de interesse e formação de uma agenda de trabalho. O que ficou visível no evento, é que o amadurecimento do setor privado foi impressionante, o que não pode se perceber do Governo, onde os velhos dogmas do setor público misturados ao poder da Fazenda em ter uma postura efetivamente desenvolvimentista, podem estar colocando em risco a capacidade de competição baseada em diferenciais.
Assumo o viés da "competição baseada em diferenciais" porque de nada adianta no longo prazo termos uma balança comercial como a de eletro-eletrônicos similar para vários outros setores. Enquanto o meio privado não tiver do Governo a certeza, clareza e certa tranquilidade a respeito dos incentivos à inovação, dificilmente poderemos ter uma estratégia de investimento privado que venha a reverter o cenário de "percentual de investimento privado versus PIB".
Mais isso que estou falando já está sendo falado faz tempo. Ou seja, só fiz mais uma vez reforçar a pauta do assunto.
Alguém da esfera governamental pode chegar e dizer que tal percentual hoje encontra-se abaixo da meta, mas é crescente. Essa é, no mínimo, uma forma ingênua de tratar a questão. Não creio que o percentual não cresça por falta de informação sobre os incentivos, o problema é que o volume de falta de informação legal é grande a tal ponto da insegurança jurídica impedir tal crescimento de percentual. É por isso que o uso atual é quase que orgânico. Isso sem contar com o velho problema do enquadramento sujeito a subjetividade do que é inovação, e que tem do outro lado da mesa pessoas com um viés "inovação acadêmica" e não "inovação mercadológica".
É necessário haver, de uma vez por todas, a união dos pedaços, e o Governo decidir sentar de vez na mesa para conversar. Estou para ver, por exemplo, algum evento sobre o marco regulatório em que vá alguém da Receita Federal com respeito suficiente dentro dessa Instituição, por exemplo, que tope falar sobre a questão aos ouvidos de uma platéia como a desse evento.
Agora, imagine o que é, dentro de um cenário como esse, realizar um plano de investimento orçamentário e defender junto aos acionistas que vale a pena. Talvez isso somente aconteça para quem usa o modelo clássico de P&D, o qual está cada vez mais se tornando obsoleto e demonstrando ser insuficiente para o nível de mudanças em um mercado de aumento substancial de poder do consumidor e ciclos extremamente curtos de vida de produtos.
Inércia da inovação corporativa
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Flávio Pimentel
on terça-feira, 1 de dezembro de 2009
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Venho conversando com alguns executivos de empresas que atuam na área de gestão de inovação e o fato mais comum entre todos eles, independentemente do setor e das características culturais da empresa, é a inércia das outras áreas em adotar ou mesmo comprar a proposta de ter uma postura pró-ativa para inovação.
Neste ponto o papel dos conselhos corporativos é fundamental para que a agenda de inovação possa ser viabilizada porque, mesmo com os recursos disponibilizados para uma área de inovação, de nada adianta desenvolver projetos que não estejam "comprados" pelas outras áreas que serão os usuários dos seus resultados, ou irão inserir o produto no mercado. Este comportamento organizacional talvez seja decorrente de um processo de gestão corporativo fortemente centrado em resultados mas que não conseguiu viabilizar um modelo de negócios de criação de diferenciais e riscos, que deveriam fazer parte da cultura da empresa.
O aspecto positivo que vejo nessas questões é que, passos errados certamente contribuem para o aprendizado, e devido ajustes, mas mesmo esses precisam de gestores no topo da hierarquia que realizem ações concretas a respeito.
Neste ponto o papel dos conselhos corporativos é fundamental para que a agenda de inovação possa ser viabilizada porque, mesmo com os recursos disponibilizados para uma área de inovação, de nada adianta desenvolver projetos que não estejam "comprados" pelas outras áreas que serão os usuários dos seus resultados, ou irão inserir o produto no mercado. Este comportamento organizacional talvez seja decorrente de um processo de gestão corporativo fortemente centrado em resultados mas que não conseguiu viabilizar um modelo de negócios de criação de diferenciais e riscos, que deveriam fazer parte da cultura da empresa.
O aspecto positivo que vejo nessas questões é que, passos errados certamente contribuem para o aprendizado, e devido ajustes, mas mesmo esses precisam de gestores no topo da hierarquia que realizem ações concretas a respeito.
