Voltando de um período de férias de final de ano e inércia de início de ano, o tema de conversa hoje é sobre o problema do ambiente de inovação empresarial do país.
Este tema foi motivado a partir da nossa participação em um encontro hoje (20/01) do MEI - Movimento Empresarial pela Inovação - que é suportado pela CNI. é importante tomar como pré-requisito deste texto a visão de que, ao contrário do que aconteceu nos posts anteriores, desta vez a conversa exige uma visão mais ampla e estratégica. É como se estivesse saindo de uma conversa sobre microeconomia e rumando para macroeconomia.
Um primeiro aspecto neste momento, é a preocupação com a escala de empresas que tenham uma agenda de inovação. O modelo de suporte criado pelo Governo ainda está muito longe de conseguir estimular a maior parte da massa empresarial formada por micro, pequenas e médias empresas. Por isso, a discussão sobre a necessidade de focar na ampliação de uma prática empresarial de inovação aparenta ser urgente, não somente para permitir a clareza sobre os aperfeiçoamentos que ainda se fazem necessários ao marco regulatório e seus adjacentes, como também para permitir uma maturidade das empresas em ter na inovação uma ferramenta efetiva de competitividade.
Por isso que acredito que, em função do ano de 2010 ser pouco propício a quaisquer tentativas de negociação política neste item, o esforço de atuar na massa empresarial através das cadeias de valores formadas por fornecedores das grandes empresas dentro de um plano de inovação integrado, possa ser um mecanismo efetivo de ação. Esta pode ser uma alternativa interessante se houver uma postura mais agressiva de instrumentos como os já existentes no BNDES, mas a custos de capital mais vantajosos do que os atuais.
O assunto é amplo, e este post serviu apenas para colocá-lo em pauta.
Cultura de inovação empresarial no país
Postado por
Flávio Pimentel
on quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

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