Vez por outra tenho me questionado por que o termo inovação, que é a base da competitividade, se tornou o grande centro das atenções nos últimos anos. Talvez uma linha de visão fácil para isto tenha sido o exagerado e falso crescimento econômico (que resultou na posterior bolha que todos conhecem), que exigiu muito mais capacidade de entrega, do que criatividade em desenvolver diferenciais de mercado.
Se essa linha de visão tiver algum fundo de verdade, e se as empresas durante anos e anos, foram gradativamente se viciando no foco de produção e não exatamente de geração de diferenciais, é de se supor que alguma coisa vai dar errado. E deu. Não há mercado na história desse mundo que suporte a falta de formação de diferencias, juntamente com o seu crescimento de consumo. Isso gera uma perda da condição do próprio mercado buscar seu auto-equilíbrio. Vejo isso de forma semelhante à espiral de cargos e salários da Economia.
Sob um outro ponto de vista, a integração das áreas de negócios, produção e adm/fin nas empresas em prol desta agenda de diferenciação, foi, é, e talvez sempre seja um exercício não trivial. Por isso que o surgimento na pauta administrativa da questão da gestão de inovação, seja algo real e necessário. Mas não para ser tocado por uma ou outra área, mas por uma área que integre todas elas e, por tal, também tenha indicadores de gestão comuns àqueles com as quais se integre.
Desenvolvimento de negócios e competitividade
Postado por
Flávio Pimentel
on segunda-feira, 8 de março de 2010
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