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Flávio Pimentel é um executivo que atua com inovação, P&D e desenvolvimento de novos negócios em tecnologia há mais de 15 anos. Este blog é um espaço destinado a expor visões sobre como tais assuntos acontecem dentro do cenário corporativo, e trocar experiências com outros executivos.

Como inovar? Esta é a pergunta de milhares de CEOs

Já faz tempo que ouço aqui e ali que as organizações estão se contorcendo para responder à pergunta deste post. Isso sem contar com os vários cursos sobre o assunto (para a felicidade das empresas de consultoria), seja no Brasil, seja no exterior, que discutem, apresentam cases, etc, tudo na esperança de acender a chama que trará a resposta para cada um dos executivos que vão para eles.

Sinceramente, venho dizendo que entendo a função organizacional do Gestor de Inovação, como algo de tempo de vida útil com expiração pré-definida. É uma crônica de morte anunciada. Por que acredito nisso? Bem, entendo que inovar é algo inerente ao mundo capitalista, visto que inovar significa criar diferenciação/competitividade e vice-versa. É uma relação biunívoca.

Entendo que ao longo de décadas, a gestão corporativa foi perdendo a capacidade de gerar inovações como algo inerente ao seu próprio funcionamento corporativo. Em outras palavras, a visão distorcida do entendimento sobre cadeias de valor interna e externa, fizeram com que os departamentos/parceiros passassem a ser tratar como em um modelo de fornecedor/cliente baseado em contratos apenas. Não é difícil perceber que, em termos comportamentais, isso gera um efeito negativo e oposto à premissa da colaboração e fortalecimento da cultura de crescimento de conhecimento através da soma espontânea de competências.

A reversão deste cenário requer uma habilidade substancial em integração organizacional, visão ampla sobre o business, recursos financeiros e foco em resultados. Vejam que, além da capacidade de entendimento sobre os processos adequados de manter a criação de inovações de forma sustentável, é necessário tudo o que foi colocado na frase anterior. E um aspecto fundamental para isso dar certo, é o papel do CEO no processo, visto que a inércia corporativa, muitas vezes relacionada à falta de commitment na realização de médio/longo prazos dos indicadores de BSC (que não existem), é o que se tem de mais concreto no dia-a-dia.

Há solução para isso? Certamente sim. Mas nenhum processo de mudança cultural é trivial, e pode ser tão rápido quanto se consiga realmente vincular os resultados das diversas áreas envolvidas a se atingirem estas metas. Ops, mas que metas?

Como tudo que precisa ser medido para ser entendido, a métrica da inovação deve depender do estágio de maturidade da empresa e, inclusive, mudar ao longo do tempo. Não há problema nisso, mas deve ser feito de tal forma que não perca o aspecto fundamental do envolvimento corporativo no tema.

Nos próximos posts, vou detalhar um pouco mais sobre o que entendo das teorias e exemplos práticos do exercício descrito acima.

1 comentários:

Adriano Roberto de Lima disse...

Gostei Flávio. Estou curioso para ver os próximos posts.

Sucesso.
Adriano

Adriano Roberto de Lima disse...

Gostei Flávio. Estou curioso para ver os próximos posts.

Sucesso.
Adriano

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