RSS
Flávio Pimentel é um executivo que atua com inovação, P&D e desenvolvimento de novos negócios em tecnologia há mais de 15 anos. Este blog é um espaço destinado a expor visões sobre como tais assuntos acontecem dentro do cenário corporativo, e trocar experiências com outros executivos.

Onde está a Inovação?

Na semana passada eu pude participar de um evento da ANPEI e assisti a uma apresentação realizada pelo Bruno do Instituto Inovação, cujo título é o mesmo deste post. O destaque que gostaria de fazer é com relação a alguns números apresentados pelo Bruno sobre a distribuição de pesquisadores e patentes sobre pólos de desenvolvimento, bem como a conjugação dessas variáveis. O interessante que acredito haver na análise disto, está no fato que ao contrário de diversas outras situações de apresentação de estatísticas sobre inovação na Brasil (essencialmente baseadas em número de papers). Os números apresentados pelo Bruno demonstram uma outra visão quantitativa sobre a realidade de resultados relacionados a inovação inseridos dentro do contexto de distribuição de pesquisadores no país.

A inclusão de algumas outras variáveis a essa apresentação demonstra que há deslocamentos evidentes sobre a relação de pólos de tecnologia, números de pesquisadores e atuação do setor privado.

Independentemente das discussões sobre como poderia se ter mais eficiência das Políticas Governamentais, que são o instrumento principal para movimentar ou elaborar tais cenários, o problema é o fato da característica do cenário sobre o qual precisa se conviver. Afinal, o mercado está rodando e realizando atividades, e essas mudanças estruturais são de longo prazo. Daí porque a questão das políticas.

Justamente por essa situação é que se pode imaginar que o momento é de se conseguir elaborar modelos de negócios que promovam compensações a essa perda. E nesse aspecto a inexperiência de se trabalhar com o resgate da inovação como um processo contínuo e descentralizado de competitividade, além de aliar o conhecimento sobre o aproveitamento dos incentivos financeiros à inovação e, por fim, as relações com a Academia, sempre necessárias para uma construção de longo prazo.

Tudo isso gira em torno da habilidade desenvolvida dentro das empresas sobre a gestão corporativa da inovação. E acredito que, no Brasil, esse será o maior desafio para 2010.

0 comentários:

Postar um comentário