Já está comum em eventos sobre inovação a realização de apresentações que mostram o crescimento dos ventures capitalists e private equity no Brasil, mesmo que ainda estejam em patamares bem inferiores. O fato é que, principalmente em tempos de crise, investidores têm na questão de aversão a risco uma variável muito mais complicada e sensível, o que torna o "investimento de aventura" mais complicado mesmo sob a tutela de um bem elaborado business plan.
Mesmo sem a crise, o cenário de investimentos em inovação sempre esteve atrelado à participação do governo, ora em setores estratégicos, ora como promotor do ambiente de investimentos. No caso do Brasil, infelizmente, o histórico de investimentos por parte dos agentes de inovação sempre teve um viés mais próximo da academia, do que propriamente do mercado. Isto parece que vem mudando, e eu espero que mude cada vez mais rápido para que os modelos de negócio do relacionamento Universidade-Empresa adotem de fato a visão web 2.0, e passem a ser muito mais colaborativos, do que uma mera prestação de serviço.
A visão do direcionador como sendo a empresa, já é um bom passo neste sentido, mas o destravamento das burocracias nas agências de fomento, e a mudança de postura também das empresas são elementos que se não ocorrerem de forma integrada irão promover uma ineficiência no sistema nacional de inovação que, pela primeira vez, pode ter a chance de alterar a razão dos investimentos privados em inovação versus PIB.
Agências de fomento, empresas e risco: a tríade da inovação
Postado por
Flávio Pimentel
on quarta-feira, 28 de outubro de 2009

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